(xdy)/(dx)=y+sqrt(x^2-y^2)
⚠ (xdy)/(dx)=y+sqrt(x^2-y^2) é interpretado como (x)*y'=y+sqrt(x^2-y^2): utilize dif(expression, variable) para uma derivada em relação a essa variável, utilize (numerador)/(denominador) para um quociente
1) Vamos resolver a equação diferencial x·y' = y + x2 -y2, onde y é uma função de x; num intervalo onde x > 0, podemos isolar y': y' = y + x2 -y2x
Neste intervalo, o segundo membro só depende de yx: a equação é homogénea. Com v = yx, escreve-se y' = v + 1 -v2
Fazemos y = vx, onde v é uma função de x: então y' = v + x·v', e a equação passa a ser v + x·v' = v + 1 -v2, ou seja, x·v' = 1 -v2
O segundo membro está definido para v ∈ [-1 ; 1], pelo que esta condição continua a ser necessária para cada ramo
Antes de dividir, 1 -v2 = 0 dá as soluções de equilíbrio v = { -1 ; 1 }, ou seja, (y = -x ∨ y = x)
Nos intervalos onde 1 -v2 ≠ 0, separamos as variáveis: dv1 -v2 = dxx
⇥1.1) Vamos calcular a integral: ∫11 -v2dv
⇥ⓘ A derivada de arcsin(v) é 11 -v2, pelo que arcsin(v) é uma primitiva de 11 -v2: ∫11 -v2dv = arcsin(v)
⇥ arcsin(v)
Integrando ambos os membros, com ∫1xdx = ln|x| pois x ≠ 0: arcsin(v) = ln|x| + C, onde C é uma constante real arbitrária, própria de cada intervalo
Isolamos v: v = sin(ln|x| + C). Como y = vx, os ramos de soluções são:
Estes ramos são válidos nos intervalos onde x > 0. Nos pontos onde 1 -v2 = 0, uma ligação a uma solução de equilíbrio deve conservar o valor e a derivada e satisfazer a equação inicial
Num intervalo onde x < 0, podemos isolar y': y' = y + x2 -y2x
Neste intervalo, o segundo membro só depende de yx: a equação é homogénea. Com v = yx, escreve-se y' = v -1 -v2
Fazemos y = vx, onde v é uma função de x: então y' = v + x·v', e a equação passa a ser v + x·v' = v -1 -v2, ou seja, x·v' = -1 -v2
O segundo membro está definido para v ∈ [-1 ; 1], pelo que esta condição continua a ser necessária para cada ramo
Antes de dividir, -1 -v2 = 0 dá as soluções de equilíbrio v = { -1 ; 1 }, ou seja, (y = -x ∨ y = x)
Nos intervalos onde -1 -v2 ≠ 0, separamos as variáveis: -dv1 -v2 = dxx
⇥1.2) Vamos calcular a integral: ∫(-11 -v2)dv
⇥ⓘ A derivada de arccos(v) é -11 -v2, pelo que arccos(v) é uma primitiva de -11 -v2: ∫(-11 -v2)dv = arccos(v)
⇥ arccos(v)
Integrando ambos os membros, com ∫1xdx = ln|x| pois x ≠ 0: arccos(v) = ln|x| + C, onde C é uma constante real arbitrária, própria de cada intervalo
Isolamos v: v = cos(ln|x| + C). Como y = vx, os ramos de soluções são:
Estes ramos são válidos nos intervalos onde x < 0. Nos pontos onde -1 -v2 = 0, uma ligação a uma solução de equilíbrio deve conservar o valor e a derivada e satisfazer a equação inicial
▶Solução:   ((x > 0 ∧ (y = -x ∨ y = x ∨ y = x·sin(ln|x| + C))) ∨ (x < 0 ∧ (y = -x ∨ y = x ∨ y = x·cos(ln|x| + C))))