integral entre 0 e 1 de ln(4x)
1) Vamos integrar: ∫01ln(4x)dx
⇥Para ln(4x), utilizamos a integração por partes: ∫u1·v2'dx = u1·v2 -∫u1'·v2dx com u1 = ln(4x) e v2' = 1
⇥1.1) Vamos derivar u1: ddx(ln(4x))
⇥Utilizamos a fórmula de derivação ddx(ln(f)) = ddx(f)·1f com f = 4x
⇥ⓘ A derivada de ln(x) é 1x: ddx(ln(4x)) = ddx(4x)·14x
⇥ ddx(4x)·14x
⇥ⓘ Multiplicar uma fração por um termo equivale a multiplicar o seu numerador: ddx(4x)·14x = ddx(4x)·14x = ddx(4x)4x■Um fator constante mantém-se à frente da derivada: a de ku é k·u': ddx(4x) = 4
⇥ 44x
⇥ⓘ Simplificamos uma fração dividindo o numerador e o denominador pelo mesmo número não nulo: 44x = 1x
⇥ 1x
⇥Portanto, u1' vale 1x
⇥1.2) Vamos integrar v2': ∫1dx
⇥ⓘ A derivada de x é 1, pelo que x é uma primitiva de 1: ∫1dx = x
⇥ x
⇥1.3) Vamos avaliar u1'·v2: 1x·x
⇥ⓘ Multiplicar uma fração por um termo equivale a multiplicar o seu numerador: 1x·x = 1·xx = xx■O denominador inicial deve continuar a ser não nulo. Simplificamos a fração dividindo o numerador e o denominador pelo seu fator comum x: xx = 1
⇥ 1
⇥1.4) Vamos calcular u1·v2 -∫u1'·v2dx: ln(4x)·x -∫1dx
⇥ⓘ A derivada de -x é -1, pelo que -x é uma primitiva de -1: -∫1dx = -x
⇥ ln(4x)·x -x
Depois continuamos a integração:
ⅰ ∫ln(4x)dx = ln(4x)·x -x
▷ ln(4x)·x -x
O integrando não está definido em 0: tomamos o limite da primitiva a partir do interior do intervalo
⇥1.5) Vamos calcular o limite de x·ln(4x) -x quando x → 0⁺
⇥ⓘ O limite de um produto com limites finitos é o produto dos limites
⇥ O limite de 4x é (4·0)⁺ quando x → 0⁺
⇥Vamos calcular: 4·0
⇥ⓘ Um produto com um fator nulo é nulo: 4·0 = 0
⇥ 0
⇥ⓘ É um limite conhecido da função ln
⇥ O limite de ln(4x) é -∞ quando x → 0⁺
⇥Para x·ln(4x), obtemos a forma indeterminada 0·-∞ quando x tende para 0
⇥1.6) Para resolver a indeterminação 0 × ∞, reescrevemos o produto x·ln(4x) como o quociente ln(4x)1x
⇥ⓘ Um número não nulo dividido por uma quantidade que tende para 0 torna-se infinitamente grande; os sinais determinam +∞ ou -∞
⇥ O limite de 1x é +∞ quando x → 0⁺
⇥Para ln(4x)1x, obtemos a forma indeterminada -+∞+∞ quando x tende para 0
⇥1.7) Aplicamos a regra de l'Hôpital: o limite de ab é o de a'b', derivando o numerador e o denominador:
⇥1.8) Vamos derivar: ddx(ln(4x))
⇥Utilizamos a fórmula de derivação ddx(ln(f)) = ddx(f)·1f com f = 4x
⇥ⓘ A derivada de ln(x) é 1x: ddx(ln(4x)) = ddx(4x)·14x
⇥ ddx(4x)·14x
⇥ⓘ Multiplicar uma fração por um termo equivale a multiplicar o seu numerador: ddx(4x)·14x = ddx(4x)·14x = ddx(4x)4x■Um fator constante mantém-se à frente da derivada: a de ku é k·u': ddx(4x) = 4
⇥ 44x
⇥ⓘ Simplificamos uma fração dividindo o numerador e o denominador pelo mesmo número não nulo: 44x = 1x
⇥ 1x
⇥1.9) Vamos derivar: ddx(1x)
⇥Para p1 = 1 e q2 = x, utilizamos a fórmula de derivação: ddx(p1q2) = ddx(p1)·q2 -p1·ddx(q2)q22
⇥1.10) Vamos derivar p1: ddx(1)
⇥ⓘ A derivada de uma constante é nula: ddx(1) = 0
⇥ 0
⇥1.11) Vamos derivar q2: ddx(x)
⇥ⓘ A derivada de x é 1: ddx(x) = 1
⇥ 1
⇥1.12) Avaliamos a derivada obtida (p1q2)': 0·x -1·1x2
⇥ⓘ Um produto com um fator nulo é nulo: 0·x = 0■As multiplicações efetuam-se antes das adições e das subtrações: 1·1 = 1
⇥ 0 -1x2
⇥ⓘ Somar 0 não altera o valor: 0 -1 = -1
⇥ -1x2
⇥1.13) Depois continuamos a derivação:
⇥ⅰ ddx(1x) = -1x2
⇥ -1x2
⇥Com as derivadas do numerador e do denominador obtemos uma nova fração cujo limite podemos determinar:
⇥ 1x-1x2
⇥ⓘ O sinal de uma fração coloca-se à sua frente, quer venha do numerador quer do denominador: 1x-1x2 = -1x1x2
⇥ -1x1x2
⇥ⓘ Dividir equivale a multiplicar pelo inverso: -1x1x2 = -1x·x2
⇥ -1x·x2
⇥ⓘ Multiplicar uma fração por um termo equivale a multiplicar o seu numerador: -1x·x2 = -1·x2x = -x2x■O denominador inicial deve continuar a ser não nulo. Simplificamos a fração dividindo o numerador e o denominador pelo seu fator comum: -x2x = -x
⇥ -x
⇥ O limite de ln(4x)1x é 0⁻ quando x → 0⁺
⇥O limite de x·ln(4x) é 0⁻ quando x → 0⁺
⇥ⓘ O limite de uma soma com limites finitos é a soma dos limites
⇥Portanto, o limite de x·ln(4x) -x é 0⁻ quando x → 0⁺
2) Vamos avaliar no intervalo [0 ; 1]: 1·ln(4·1) -1
ln(4) -1
ⓘ O logaritmo de uma potência é um múltiplo do logaritmo, ln(an) = n·ln(a): ln(4) = ln(22) = 2·ln(2)
▶Integral:   2·ln(2) -1
3) O valor numérico de: 2·ln(2) -1 vale:
2·≈ 0,6931 -1
≈ 1,3863 -1
▷ ≈ 0,3863