integral entre -pi e pi de x*sin(n*x)
A expressão x·sin(nx) contém várias variáveis: escolhemos a variável x para a integração
O parâmetro n é real e constante durante a integração. Tratamos primeiro o caso n ≠ 0
1) Vamos calcular a integral: ∫-ππx·sin(nx)dx
⇥Para x·sin(nx), utilizamos a integração por partes: ∫u1·v2'dx = u1·v2 -∫u1'·v2dx com u1 = x e v2' = sin(nx)
⇥Portanto, u1' vale 1
⇥1.1) Vamos integrar v2': ∫sin(nx)dx
⇥Para a expressão matemática sin(nx), sabendo que (cos(a))' = -a'*sin(a), tentamos derivar cos(nx)
⇥1.2) Vamos derivar: ddx(cos(nx))
⇥Aplicamos a fórmula de derivação ddx(cos(f)) = -ddx(f)·sin(f) com f = nx
⇥ⓘ A derivada de cos(x) é -sin(x): ddx(cos(nx)) = -ddx(nx)·sin(nx)
⇥ -ddx(nx)·sin(nx)
⇥ⓘ Ao derivar em relação a x, n é considerado constante. Um fator constante mantém-se à frente da derivada: a de ku é k·u': ddx(nx) = n·ddx(x) = n·1 = n
⇥ -n·sin(nx)
⇥A derivada calculada e a expressão matemática inicial coincidem a menos de um fator constante. Portanto, a integral é:
⇥ⓘ A derivada de 1-n·cos(nx) é sin(nx), pelo que 1-n·cos(nx) é uma primitiva de sin(nx): ∫sin(nx)dx = 1-n·cos(nx)
⇥ 1-n·cos(nx)
⇥ⓘ O sinal de uma fração coloca-se à sua frente, quer venha do numerador quer do denominador: 1-n = -1n
⇥ -1n·cos(nx)
⇥ⓘ Multiplicar uma fração por um termo equivale a multiplicar o seu numerador: -1n·cos(nx) = -1·cos(nx)n = -cos(nx)n
⇥ -cos(nx)n
⇥Portanto, v2 vale -cos(nx)n
⇥1.3) Vamos calcular u1·v2 -∫u1'·v2dx: x·(-cos(nx)n) -∫(-cos(nx)n)dx
⇥Para a expressão matemática cos(nx)n, sabendo que (sin(a))' = a'*cos(a), tentamos derivar sin(nx)
⇥1.4) Vamos derivar: ddx(sin(nx))
⇥Utilizamos a fórmula de derivação ddx(sin(f)) = ddx(f)·cos(f) com f = nx
⇥ⓘ A derivada de sin(x) é cos(x): ddx(sin(nx)) = ddx(nx)·cos(nx)
⇥ ddx(nx)·cos(nx)
⇥ⓘ Ao derivar em relação a x, n é considerado constante. Um fator constante mantém-se à frente da derivada: a de ku é k·u': ddx(nx) = n·ddx(x) = n·1 = n
⇥ n·cos(nx)
⇥A derivada calculada e a expressão matemática inicial coincidem a menos de um fator constante. Portanto, a integral é:
⇥ⓘ A derivada de 1n·n·sin(nx) é cos(nx)n, pelo que 1n·n·sin(nx) é uma primitiva de cos(nx)n: -∫(-cos(nx)n)dx = 1n·n·sin(nx)
⇥ -x·cos(nx)n + 1n·n·sin(nx)
⇥ⓘ Multiplicar uma fração por um termo equivale a multiplicar o seu numerador: 1n·n·sin(nx) = 1·sin(nx)n·n = sin(nx)n2
⇥ -x·cos(nx)n + sin(nx)n2
Depois continuamos a integração:
ⅰ ∫x·sin(nx)dx = -x·cos(nx)n + sin(nx)n2
▷ -x·cos(nx)n + sin(nx)n2
2) Vamos avaliar no intervalo [-π ; π]: (sin(nπ)n2 -π·cos(nπ)n) -(sin(n·(-π))n2 -(-π·cos(n·(-π))n))
ⓘ Um sinal de menos antes de um parêntese muda o sinal de cada termo no seu interior: -(sin(n·(-π))n2 -(-π·cos(n·(-π))n)) = -sin(n·(-π))n2 + -π·cos(n·(-π))n
sin(nπ)n2 -π·cos(nπ)n -sin(n·(-π))n2 + -π·cos(n·(-π))n
ⓘ Colocamos o sinal de menos à frente do produto: n·(-π) = -nπ
sin(nπ)n2 -π·cos(nπ)n -sin(-nπ)n2 -π·cos(-nπ)n
ⓘ sin é ímpar: sin(-x) = -sin(x): sin(-nπ) = -sin(nπ)■cos é par: cos(-x) = cos(x): cos(-nπ) = cos(nπ)
sin(nπ)n2 -π·cos(nπ)n -(-sin(nπ)n2) -π·cos(nπ)n
ⓘ Dois sinais de menos anulam-se: -(-sin(nπ)n2) = sin(nπ)n2■Agrupamos os termos semelhantes somando os seus coeficientes: -π·cos(nπ)n -π·cos(nπ)n = -2·π·cos(nπ)n
sin(nπ)n2 -2·π·cos(nπ)n + sin(nπ)n2
ⓘ Multiplicar uma fração por um número equivale a multiplicar o seu numerador: -2·π·cos(nπ)n = -2π·cos(nπ)n■Agrupamos os termos semelhantes somando os seus coeficientes: sin(nπ)n2 + sin(nπ)n2 = 2·sin(nπ)n2
2·sin(nπ)n2 -2π·cos(nπ)n
ⓘ Multiplicar uma fração por um número equivale a multiplicar o seu numerador: 2·sin(nπ)n2 = 2·sin(nπ)n2
2·sin(nπ)n2 -2π·cos(nπ)n
Para n = 0, o integrando é identicamente nulo: a integral vale 0
▶Integral:   {0se n = 02·sin(nπ)n2 -2π·cos(nπ)nse n ≠ 0