xyy^'=y^2+xsqrt(4x^2+y^2)
⚠ xyy^'=y^2+xsqrt(4x^2+y^2) é interpretado como x*y*y'=y^2+x*sqrt(4x^2+y^2): escreva y' ou y'' para uma derivada, utilize * para uma multiplicação
Vamos resolver a equação diferencial xy·y' = y2 + x·4x2 + y2, onde y é uma função de x; num intervalo onde x > 0 e y ≠ 0, podemos isolar y': y' = x·4x2 + y2 + y2xy
Neste intervalo, o segundo membro só depende de yx: a equação é homogénea. Com v = yx, escreve-se y' = v2 + v2 + 4v
Fazemos y = vx, onde v é uma função de x: então y' = v + x·v', e a equação passa a ser v + x·v' = v2 + v2 + 4v, ou seja, x·v' = v2 + 4v
v2 + 4v não se anula: separamos as variáveis, vv2 + 4·dv = dxx
Fazemos u = v2 + 4, pelo que u' = 2v. Como u > 0, com ddv(u) = u'2u, obtemos ddv(v2 + 4) = 2v2·v2 + 4 = vv2 + 4, de onde ∫vv2 + 4dv = v2 + 4
Integrando ambos os membros, com ∫1xdx = ln|x| pois x ≠ 0: v2 + 4 = ln|x| + C, onde C é uma constante real arbitrária, própria de cada intervalo
Substituímos v por yx: y2x2 + 4 = ln|x| + C
Num intervalo onde x < 0 e y ≠ 0, podemos isolar y': y' = x·4x2 + y2 + y2xy
Neste intervalo, o segundo membro só depende de yx: a equação é homogénea. Com v = yx, escreve-se y' = v2 -v2 + 4v
Fazemos y = vx, onde v é uma função de x: então y' = v + x·v', e a equação passa a ser v + x·v' = v2 -v2 + 4v, ou seja, x·v' = -v2 + 4v
-v2 + 4v não se anula: separamos as variáveis, -vv2 + 4·dv = dxx
Primeiro retiramos o fator -1 da integral: ∫(-vv2 + 4)dv = -∫vv2 + 4dv
Fazemos u = v2 + 4, pelo que u' = 2v. Como u > 0, com ddv(u) = u'2u, obtemos ddv(v2 + 4) = 2v2·v2 + 4 = vv2 + 4, de onde ∫vv2 + 4dv = v2 + 4, portanto, ∫(-vv2 + 4)dv = -v2 + 4
Integrando ambos os membros, com ∫1xdx = ln|x| pois x ≠ 0: -v2 + 4 = ln|x| + C, onde C é uma constante real arbitrária, própria de cada intervalo
Substituímos v por yx: -y2x2 + 4 = ln|x| + C
▶Solução:   ((x > 0 ∧ y2x2 + 4 = ln|x| + C ∧ y ≠ 0) ∨ (x < 0 ∧ -y2x2 + 4 = ln|x| + C ∧ y ≠ 0))